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Audiência no STF com a deputada Carla Zambelli do PL e com Hacker acusado de invadir sistema da CNJ.

alicefurtado334

A deputada Carla Zambelli (PL-SP) seria interrogada na manhã desta quinta-feira (26/09/2024) em ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) em que ela responde por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para inserção de dados falsos.



Zambelli é ré pelos crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica. O hacker Walter Delgatti Neto é réu na mesma ação e também será interrogado na ocasião.


A audiência, que foi realizada por videoconferência, a partir das 9h, teve como relator da ação é o ministro do STF Alexandre de Moraes.


O interrogatório faz parte da tramitação das ações penais. É a última etapa da fase conhecida como instrução, quando são levantadas provas, cumpridas diligências e ouvidas pessoas relacionadas ao fato.


Antes de os réus serem ouvidos, ocorre a oitivas das testemunhas de acusação e de defesa.


As testemunhas de acusação foram ouvidas na segunda-feira (23/09/2024). Elas negaram que Zambelli tenha encomendado ao hacker invasão a sistema do CNJ.


As testemunhas de defesa foram ouvidas nesta quinta (26/09/2024), antes do interrogatório dos réus.


Zambelli listou 16 pessoas como testemunhas. Entre os arrolados estão: Thiago Eliezer Martins Dos Santos, hacker e ex-parceiro de Delgatti; Valdemar Costa Neto, presidente do PL; Ives Gandra Martins, advogado e jurista; coronel da reserva Antonio Aginaldo de Oliveira, marido da deputada.


A defesa da deputada nega as acusações e diz que ela é inocente.


Walter Delgatti é réu confesso no caso. Ele é conhecido como “hacker da Vaza Jato”, por ter invadido dispositivos de autoridades da operação Lava Jato.


Ocorre que a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) faltou ao depoimento marcado para esta quinta-feira (26/09/2024) no Supremo Tribunal Federal (STF). A oitiva ocorreria na ação penal na qual a parlamentar e o hacker Walter Delgatti são réus pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023.


Em nota, a assessoria da deputada disse que ela está hospitalizada e vai passar por um procedimento de emergência.


Delgatti compareceu à oitiva, mas não foi ouvido. A assessoria do hacker não informou o motivo. Ele está detido em uma penitenciária de Araraquara (SP) e é réu confesso.


Em maio deste ano, Carla e Delgatti viraram réus após a Primeira Turma do Supremo aceitar por unanimidade a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) que acusa a deputada de ser a autora intelectual da invasão para emitir um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.


A investigação apontou que eles inseriram documentos falsos no sistema do órgão, como um mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.


Conforme a denúncia da PGR, Zambelli teve “papel central” na invasão dos sistemas eletrônicos do CNJ e foi a “autora intelectual” do ataque hacker.


Zambelli, segundo a acusação, “arregimentou” o hacker Walter Delgatti, prometendo a ele benefícios em troca dos serviços.


Conforme a acusação, de agosto de 2022 a janeiro de 2023, Delgatti invadiu “por várias vezes dispositivos de informática usados pelo Poder Judiciário, adulterando informações, mandados de prisão, alvarás de soltura, decisões de quebra de sigilo bancário, e inclusive determinando ao sistema que emitisse documento ideologicamente falso”.


De acordo com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o objetivo era “gerar ambiente de desmoralização da Justiça Brasileira, para obter vantagem de ordem política, propondo-se, desde o princípio, à invasão a dispositivo informático, que, afinal, determinou, participando ativamente de produção de ordem judicial ideologicamente falsa”.


A PGR citou relatório da Polícia Federal que confirmou que o hacker “trabalhava para a denunciada (Zambelli), sendo de se realçar que ele detinha informações de acesso a sítios eletrônicos e a servidores associados à parlamentar”.


Ainda de acordo com a acusação, o pagamento era “escamoteado”, para tentar encobrir a relação, e feito por meio de um terceiro – Jean Hernani, funcionário do gabinete de Zambelli. Ele não foi denunciado no caso.


O objetivo da empreitada, narrou a PGR, era obter “vantagem de ordem midiática e política, que adviria do projeto de desmoralização do sistema de Justiça, bem como causar danos ao funcionamento da máquina administrativa judiciária”.

 
 
 

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