Léo Áquilla, candidata a vereadora, sofre tentativa de homicídio em São Paulo.
- alicefurtado334
- 27 de set. de 2024
- 2 min de leitura
Leonora Áquilla, que é candidata a vereadora em São Paulo, sofreu uma tentativa de homicídio na madrugada desta sexta-feira (27/09/2024) enquanto dirigia na rodovia Presidente Dutra. A jornalista foi abordada por uma moto, que disparou quatro vezes contra seu veículo. Por sorte, ela não foi atingida.
Candidata pelo MDB disse que motociclista abordou carro onde ela e assessor estavam na Zona Norte. De acordo com Léo, homem armado atirou contra veículo deles e fugiu. Ela, que é uma mulher trans, disse que ataque pode ser reposta à defesa de pautas LGBTQIA+.
Em entrevista à TV Globo, Léo explicou o que aconteceu: "Passou uma moto por mim, do lado direito , e bateu no meu retrovisor e parou no acostamento levei um susto e parei imediatamente no acostamento pra prestar socorro para o cara e saber se estava tudo bem. Ele veio no acostamento na contramão em direção ao meu carro. Do nada ele chegou perto do meu carro e começou a acelerar, mas aquela aceleração ensurdecedora, um barulho muito alto, e junto vi o movimento de sacar uma arma. E quando eu me abaixei ele deu o primeiro tiro, que estourou o vidro do meu carro."
O caso foi levado por Léo e seu assessor para o 73º Distrito Policial (DP), no Jaçanã, onde o caso seria registrado e investigado. As vítimas querem que os policiais identifiquem o autor dos disparos e apurem os motivos que o levaram a atirar e fugir.
Antes do ataque, Léo e seu assessor estavam indo a Guarulhos, na região metropolitana, ver as condições de trabalho de mulheres transexuais após denúncias de que elas estavam em condições insalubres. Léo é uma mulher trans de 54 anos que já foi repórter e apresentadora em programas de TV.
A Polícia Rodoviária Federal informou que o veículo já passou por perícia, mas o criminoso ainda não foi identificado.
Transfobia.
No início de setembro, Léo Áquilla já tinha denunciado um ataque transfóbico durante sua campanha no bairro Santo Amaro, na zona sul da capital paulista. Desde então, a candidata diz que teve escolta negada pelas autoridades, veja-se: "Eu tenho recebido muitas ameaças, porque eu combato mesmo transfobia, eu combato mesmo LGBTfobia, eu defendo mesmo a comunidade. E aí, eu vivo recebendo ameaças. Já pedi para que as autoridades me dessem escolta, e ninguém acreditou em mim. Tão Esperando o quê? Que realmente me matem, como quase aconteceu hoje?"
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